Comparar-se com quem está acima aumenta satisfação profissional

Satisfação em ser professor

A crise na educação não parece estar afetando apenas o Brasil: No Canadá, nada menos do que quatro em cada 10 professores deixam o emprego nos primeiros cinco anos.

Por isso, uma equipe da Faculdade de Educação da Universidade McGill decidiu ir para as escolas conversar com esses professores e tentar descobrir o que poderia ser feito para manter mais deles na sala de aula.

Os professores canadenses não parecem muito preocupados com a questão salarial ou com a segurança nas escolas.

Em vez disso, parece haver uma questão psicológica profunda de satisfação com a profissão, com o sentir-se bem sendo professor. Mais especificamente, com a forma como cada professor compara a si próprio com seus colegas professores.

Comparações entre colegas

Depois de entrevistar mais de 500 professores em início de carreira, constatou-se o seguinte:

  • Os professores que comparam o próprio rendimento com o rendimento de professores em situação pior que a sua (comparações descendentes) relataram níveis médios de satisfação no trabalho e desejo de deixar o emprego.
  • Aqueles que se comparam com outros professores que estão lutando de forma semelhante para atingir seus objetivos (comparações horizontais) relataram níveis mais altos de estresse e de esgotamento profissional e intenções de desistir da carreira, bem como menor satisfação no trabalho, um perfil mais negativo das emoções relacionadas ao ensino (menor prazer, maior raiva e ansiedade) e mais sintomas de doenças.
  • Os professores que se comparam com mestres de renome, modelos a seguir (comparações ascendentes), apresentaram níveis mais baixos de esgotamento profissional e menor intenção de sair do emprego, juntamente com maior satisfação no trabalho, emoções em nível ótimo (prazer, raiva e ansiedade) e menos sintomas de doenças.

"Nós descobrimos que as comparações sociais ascendentes são mais benéficas para os professores mais novos porque se modelar em relação a um professor que superou com sucesso os desafios oferece esperança de que eles também superarão seus atuais desafios," explicou a professora Sonia Rahimi.

"Esta estratégia prevê de forma mais forte e consistente não só a situação de saúde física e psicológica dos professores, mas também suas intenções de abandonar a profissão," concluiu ela.


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