Confirmados 460 casos de toxoplasmose em município gaúcho

Surto de toxoplasmose

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul notificou 1.116 casos de toxoplasmose no município de Santa Maria. Desses, pelo menos 460 foram confirmados para a doença; 140 foram descartados; e 166 seguem em investigação.

Autoridades municipais, estaduais e federais se reuniram para discutir o surto. O encontro contou com a participação de representantes do escritório no Brasil do Centro de Controle e Prevenção de Doenças norte-americano (CDC, na sigla em inglês), que já atua para auxiliar no trabalho de investigação.

Água analisada

O primeiro lote de amostras da água da cidade enviadas para análise no laboratório da Universidade Estadual de Londrina apresentou resultado negativo para a presença do DNA do protozoário Toxoplasma gonddi. O lote inclui amostras coletadas na estação de tratamento da Companhia Riograndense de Saneamento e em residências na cidade.

Novas amostras serão analisadas, entre elas, amostras de poços artesianos. "Por esse motivo, a investigação não foi encerrada e ainda não é possível descartar a água como provável fonte. Assim, a recomendação ainda é para que a água para consumo seja fervida por ao menos dez minutos", informou o governo estadual.

Toxoplasmose

Conhecida como doença do gato, a toxoplasmose, de acordo com o Ministério da Saúde, é causada por um protozoário e apresenta quadro clínico variado - desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas extremamente graves.

A infecção em humanos acontece por três vias: contato direto com solo, areia e latas de lixo contaminados com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua ou mal cozida infectada (sobretudo carne de porco e de carneiro); e infecção transplacentária durante a gravidez.

A toxoplasmose não pode ser transmitida de humano para humano, com exceção das infecções intrauterinas. De acordo com Ministério da Saúde, cerca de 40% dos fetos de mães que adquiriram a doença durante a gestação têm a infecção.

A orientação para se prevenir da doença é evitar o uso de produtos animais crus ou mal cozidos; eliminar as fezes de gatos infectados em lixo seguro; proteger as caixas de areia; lavar as mãos após manipular carne crua ou terra contaminada; e evitar o contato de grávidas com gatos.


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