Fiocruz fabricará sensores para diagnóstico de zika, dengue e chikungunya

Exame na hora

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), receberá R$ 12 milhões do Fundo Estadual Científico e Tecnológico (Funcet) de São Paulo para a primeira fase do projeto de pesquisa e desenvolvimento de uma plataforma para fabricação de sensores (chips) para o diagnóstico rápido de zika, dengue e chikungunya.

Os chips permitirão realizar o diagnóstico molecular rápido e diferencial entre as doenças, incluindo a diferenciação entre os quatro sorotipos do vírus da dengue, em cerca de 20 minutos. O desenvolvimento contará com a colaboração de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo).

Na primeira etapa do programa será montada uma plataforma que reunirá profissionais em farmacologia, imunologia, bioinformática, biotecnologia e nanotecnologia com o objetivo de desenvolver bioinsumos para vacinas, biofarmacêuticos e dispositivos para diagnósticos complexos.

Ambiente estratégico

A plataforma será instalada no Supera Parque, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Localizado em uma área de aproximadamente 378 mil m², cerca de 150 mil m² destinados à instalação de empresas, o SUPERA Parque está dividido em três fases de implantação: fase I, já em atividade conta com a Incubadora de Empresas e o Centro de Negócios que possuem cerca de 50 negócios instalados, além dos serviços prestados pelo Centro de Tecnologia. A fase II, ainda em desenvolvimento, prevê a urbanização dos 150 mil m², que deverá instalar o Centro de P&D. A fase III abrigará a Aceleradora de Empresas e o Núcleo Administrativo do Parque.

"A planta será instalada em um ambiente estratégico e propício para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas. O Supera Parque faz parte do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTEc) e tem como principal vocação a área da saúde. Reúne em um mesmo local instituições de ensino renomadas, como a USP, empresas incubadas e técnicos especializados nos segmentos de equipamentos médico-hospitalares, biotecnologia, fármacos, cosméticos, bioenergia e tecnologia da informação e comunicação", ressaltou Márcio França, da secretaria estadual de desenvolvimento, ciência e tecnologia.

"As ações a serem realizadas em colaboração com o governo do Estado de São Paulo têm grande valor estratégico para o estado e para o país. No caso dessa colaboração, ressalta-se a possibilidade de aproveitar solidariamente as capacidades da Fiocruz e da Universidade de São Paulo com vistas ao fortalecimento do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação em saúde, ao acesso à saúde e à redução das desigualdades sociais e territoriais,", disse Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz.

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