Robô com movimento peristáltico chegará ao interior dos pulmões

Robô com movimento peristáltico chegará ao interior dos pulmões
O catéter é ultrafino, podendo chegar em ramificações profundas do pulmão.
[Imagem: Hideyuki Tsukagoshi]

Catéter com propulsão

Um catéter dotado de propulsão própria, com uma ondulação similar aos movimentos peristálticos do nosso sistema digestório, é a nova esperança para a melhoria de procedimentos invasivos em outro sistema: o respiratório.

O objetivo é desenvolver um robô que se mova dentro dos brônquios, atingindo por conta própria a lesão alvo dentro dos pulmões. Lá, ele poderá tanto capturar uma amostra da lesão para biópsia, como aplicar o tratamento.

O catéter, que é a primeira parte desse futuro robô, funciona a ar-comprimido, que gera ondas em múltiplas câmaras de forma coordenada para que o dispositivo ondule como uma minhoca. Isso permite imitar o movimento peristáltico dentro de estruturas ultrafinas - como um brônquio.

O aparelho também possui uma função de curvatura ativa, que lhe permite escolher a direção da propulsão, e uma função de flexão para se ajustar a mudanças no diâmetro dos canais por onde deve navegar.

Broncoscopia com robô

Com o sucesso obtido em um modelo, a equipe agora pretende incluir uma câmera no dispositivo, para coletar informações no interior dos brônquios, e desenvolver funções aplicáveis a biópsias e tratamentos.

As biópsias de lesões pulmonares são essenciais para aumentar a precisão do diagnóstico e o tratamento de doenças respiratórias, principalmente no caso do câncer de pulmão.

Atualmente, as biópsias manuais são realizadas por broncoscopia. No entanto, os brônquios tendem a se ramificar em canais cada vez mais finos e em estruturas mais complicadas à medida que se aproximam da periferia do pulmão, o que torna difícil encontrar o caminho de forma confiável. Dadas as diferenças de habilidade entre os médicos que operam os equipamentos, é difícil alcançar a lesão com a pinça da biópsia, resultando em uma precisão diagnóstica menor do que a desejável.

A expectativa de Yuichiro Takai (Universidade de Toho) e Hideyuki Tsukagoshi (Universidade Tecnológica de Tóquio) é que seu catéter pneumático possa resultar em um robô que ajude a superar essas deficiências.


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