11/07/2018

Mozart, meditação e ioga: Veja o que realmente funciona para câncer de mama

Redação do Diário da Saúde

Não é só quimioterapia

Uma paciente com câncer de mama que esteja vivendo seus momentos naturais de ansiedade, depressão ou alterações de humor pode ser incentivada pelo seu oncologista a aprender técnicas de meditação, participar de aulas de ioga ou musicoterapia - música para uso terapêutico.

Essas diretrizes de terapia integrativa acabam de ser endossadas e publicadas como recomendações pela Sociedade Norte-Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e pela Sociedade para Oncologia Integrativa.

As diretrizes foram revisadas por um painel de especialistas liderado pelo Dr. Gary Lyman (Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson) e pelo Dr. Lorenzo Cohen (Universidade do Texas) e publicadas no Journal of Clinical Oncology.

Veja algumas das principais recomendações:

  • A musicoterapia, a meditação, o controle do estresse e a ioga são recomendadas para a redução da ansiedade e estresse.
  • Meditação, relaxamento, ioga, massagem e musicoterapia são recomendadas para transtornos de depressão e humor.
  • Meditação e ioga são recomendadas para melhorar a qualidade de vida.
  • A acupressão e a acupuntura, juntamente com medicamentos antináusea, são recomendadas para reduzir náuseas e vômitos induzidos pela quimioterapia.

Os estudos científicos também embasaram "recomendações negativas":

  • A glutamina não é recomendada para melhorar a náusea e o vômito durante a quimioterapia.
  • A acetil-L-carnitina não é recomendada para prevenir a neuropatia periférica induzida por quimioterapia devido a uma possibilidade de dano.
  • Não há nenhuma evidência forte para dar suporte ao uso de suplementos dietéticos ingeríveis para gerenciar os efeitos adversos relacionados ao tratamento do câncer de mama.

"Nosso objetivo é ajudar os especialistas em cuidados do câncer e seus pacientes a tomarem decisões de tratamento individualizadas apropriadas - avaliando a literatura médica atual sobre terapias complementares para determinar o que funciona, o que não funciona e o que pode ser prejudicial em vez de útil.

"As diretrizes devem ser vistas apenas como isso - diretrizes - porque o caso de cada paciente é único, e não há nada mais importante do que o julgamento de um profissional independente e cuidadoso. Há uma considerável falta de informação sobre os benefícios e malefícios de muitas terapias integrativas em oncologia e pesquisas adicionais rigorosas de tais métodos é muito necessária," disse o Dr. Lyman.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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